A infinitude do meu eu canta e sussurra ao pé da noite, como que pedindo pra tu não te ir de mim assim... Ah, me doem essas idas. Mas a cada volta eu me arrefeço de te amar ainda mais. Meu âmago chora de alegria ao te sentir chegando, meu peito acelera, meus sentidos se aguçam e aquele friozinho no estômago, sabe? Bem aquele do inicio mesmo... Sempre torna a aparecer! É doce te amar, mas melhor é te ter... (Lembra?)
Cansei de não ter motivações a me empurrar para a frente. Cansei da falta daquilo que tive e que hoje tu fazes tão pouco, ou nem lembra como era. Cansei de buscar por ti e receber o que em troco? Tu sabes? A vida tem se resumido a coisas que a rotina engole e a nevoa que te cega os olhos não te faz ver o quanto isso me mata, e o pior, eu já disse, já reclamei, tanto fiz, mas e tu, o que fizestes? Me sinto num vazio de mim mesma que nem a infinitude do que sinto me arrefece mais. Tudo que eu quis sempre foi tão pouco e tu não consegues cumprir, por que seu jeito torto de ser não te deixa enxergar? Minha garga estala a cada suspiro, como se o ar trancasse e não descesse mais. Como se o mundo parasse e eu não pudesse mais, como se tu não me visse mais, como se as coisas não fossem mais... Nada é mais a mesma coisa. Se egoísmo me consome, sua estrutura quando dura me esmaga, e a distância que eu crio é meu escudo, me protejo de tudo aquilo que eu mais quero e tu sabes o por quê? Sabe s...