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Mostrando postagens de fevereiro, 2010

Fio meu do teu corpo

Seria como vir a chorar, tapar os olhos pra não ver o sol nascer... Teria que acalmar em mim tanta dor, pra não ter que te dizer o que não devo dizer. Não é confusão! Não é estar confusa, é temer a certeza e o doce prazer de uma decisão que me leva a crer que isso é o que quero fazer, mesmo morrendo aos soluços de um choro calado que me põe a embalar até que eu consiga dormir. Por que "tancices" me vem à cabeça? Por que eu não vejo só o que deveria ver? Por que quero estar certa de que a certeza que tenho, é a única que deveria ter? Apesar da confusão aos seus olhos, em minha mente é tudo claro e certo, mas não vou te falar como vejo, como sinto, como desejo e preciso... Pode parecer infantilidade e falta de segurança da minha parte, pré-julgar tudo dessa maneira, me dói e corrói a alma ter duvida do que deveria ser inteira. Não penses mal de mim, nem me tome por carrasca ou carcereira, mas amor assim nunca tive (as vezes penso duas vezes se deveria ter), que me corta os laço...
Caminhos que se cruzam,destinos incertos... Quem sabe mesmo o fim de tudo? E se alguém soubesse que graça teria? O sabor de descobrir algo gostoso está justamente em ver como o que antes não se sabia, hoje causa imenso prazer. Tudo passa a mudar dentro de você por causa de um sorriso, um olhar, depois um toque, momentos que vão acontecendo um ao decorrer do outro e você não tem como se prevenir (e até parece mesmo que fosse querer), mas são justamente esses momentos que podem nos levar a coisas tão importantes dias, meses, anos depois. Me lembro de uma noite, tarde da noite já por sinal, uma casa cheia de gente, mas como se apenas dois corpos estivessem ali... Um de frente pro outro, sentados no chão, a ler coisas sem se saber bem ao certo o fundamento de estar, justamente naquele momento revendo coisas há tempos guardadas. Minutos depois um beijo tímido no portão de casa, uma despedida que não queria se deixar ter que ir. Olhares profundos, respirações ofegantes; carinho à nascer! ...

Amor de "R" a "O"...

"Jogo pro alto os meus próprios desapegos Me apego a ti sem mais me preocupar" (Raul Viana Novasco, Mê. 2010) Duas mãos que se tocam, um brilho nos olhos, sorriso nos lábio, amor... De onde vem o amor? Quando dois corpos se tocam, uma magia escorre entre os dedos, afagando o rosto do outro, e um calor ali se faz presente. Amor, tão grande amor que nem o menor dos mortais é capaz de suportar, nem o mais puro dos homem haveria de rejeitar e que (garanto) poucos sabem aproveitar. Nem mais raro, nem maior existe se não o que se sente, quando faz o dos outros minguar tanto e só o nosso imperar. Desejo, paixão, ardor, um frio que chega da alma ao corpo e entra pelos olhos e por eles mesmo sai. Uma vida que se encharca num instante de pura intensidade e se esvai e se enche da outra, uma outra vida colada e tão densamente unida a primeira, que parecem uma só. Amor esse, o mesmo que há pouco descubro. Não que não houvesse amado antes, pois amei ao ser amada por meus pais, amei quand...