Pular para o conteúdo principal

Eu só não sei dizer...

É engraçado pensar como hoje nosso relacionamento parece tão complicado, quando um dia ele foi bem simples... Meus sentimentos só fizeram crescer  em mim a certeza de viver ao seu lado o resto da vida, mas muitas vezes parece difícil digerir certas coisas que talvez devessem ser diferentes, ao menos eu sinto que elas antes nem existiam.
Com certeza o fato de passarmos muito mais tempo juntos, hoje nos torne mais suscetíveis aos desentendimentos, mas pra que eles servem se a gente nem volta a falar deles? Por que eu guardo rancor e pra ti parece que é só fazermos amor e tudo passa?
Palavras têm me magoado com muito mais frequência. Atitudes tomadas me magoam facilmente. Sensações novas me fazem pensar coisar estranhas. Nosso mundinho perfeito, muitas vezes me parece errado. E agora? Me explica o que houve?
Algumas vezes me pego pensando que não é fácil viver assim. Longe de ti também não, mas então por que é assim?
Queria conseguir falar o tempo todo, sem ter esse nó na minha garganta quando o assunto me parece gerar conflito, sem poder tentar resolvê-lo. Um abismo se abre aos meus pés e eu não consigo saber como dali eu saio, aí eu me vejo morrer. Mas essa dor eu não quero, prefiro morrer nos teus braços.
Essa angustia de problema mal resolvido agora me corrói, o medo da distância me consome e a culpa de não conseguir fazer falar o que o coração acha que só faz piorar, dispara e atina o choro... O choro que prefere calar, mas rola, pra não esquecer do que se calou.
Eu só não sei dizer o que, mo fundo eu gostaria que tu pudesses adivinhar!
Por que não falas tu comigo? Saiba que o silêncio me macera e a aflição de dar tudo errado me faz pensar nisso antes mesmo de dar...
Como sou boba, não sei se ingênua, ou o quê. Mas alguma coisa tenho que aprender ou a cada qual, essa dor ainda vai me fazer nos perder.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

25 passos...

Tantos dias, tantos nós a se fazer. Não lá no leito, nem no estreito-longo jeito de a gente ser e se ter, mas no meu peito, que com a sua ausência física faz esmiuçar a maior luz que eu já vi brilhar, que já FIZ brilhar... Mas te acalmes, não preocupes em vão essa cabecinha que eu tanto amo... Nem tudo o que é friável, tem como fim a inexistência, o esquecimento... Os caminhos se tornam apertados sem ti, a escuridão é cada dia maior sem teus olhos me guiando sim, mas o sentimento... Ah, o sentimento.... Aquele que só tu e eu fomos capazes de sentir! Esse jamais há de findar, porque meu corpo é teu e nossas almas uma só, lembra? "[...] Talvez esse seja a maior prova e mistério do amor,  compreender que não há separação dos verdadeiros amantes,  independentemente das condições físicas,  de tempo ou distâncias, de vida ou morte.[..]" McGowan, Kathleen (2010, p.43)

Fio meu do teu corpo

Seria como vir a chorar, tapar os olhos pra não ver o sol nascer... Teria que acalmar em mim tanta dor, pra não ter que te dizer o que não devo dizer. Não é confusão! Não é estar confusa, é temer a certeza e o doce prazer de uma decisão que me leva a crer que isso é o que quero fazer, mesmo morrendo aos soluços de um choro calado que me põe a embalar até que eu consiga dormir. Por que "tancices" me vem à cabeça? Por que eu não vejo só o que deveria ver? Por que quero estar certa de que a certeza que tenho, é a única que deveria ter? Apesar da confusão aos seus olhos, em minha mente é tudo claro e certo, mas não vou te falar como vejo, como sinto, como desejo e preciso... Pode parecer infantilidade e falta de segurança da minha parte, pré-julgar tudo dessa maneira, me dói e corrói a alma ter duvida do que deveria ser inteira. Não penses mal de mim, nem me tome por carrasca ou carcereira, mas amor assim nunca tive (as vezes penso duas vezes se deveria ter), que me corta os laço...

Amor de "R" a "O"...

"Jogo pro alto os meus próprios desapegos Me apego a ti sem mais me preocupar" (Raul Viana Novasco, Mê. 2010) Duas mãos que se tocam, um brilho nos olhos, sorriso nos lábio, amor... De onde vem o amor? Quando dois corpos se tocam, uma magia escorre entre os dedos, afagando o rosto do outro, e um calor ali se faz presente. Amor, tão grande amor que nem o menor dos mortais é capaz de suportar, nem o mais puro dos homem haveria de rejeitar e que (garanto) poucos sabem aproveitar. Nem mais raro, nem maior existe se não o que se sente, quando faz o dos outros minguar tanto e só o nosso imperar. Desejo, paixão, ardor, um frio que chega da alma ao corpo e entra pelos olhos e por eles mesmo sai. Uma vida que se encharca num instante de pura intensidade e se esvai e se enche da outra, uma outra vida colada e tão densamente unida a primeira, que parecem uma só. Amor esse, o mesmo que há pouco descubro. Não que não houvesse amado antes, pois amei ao ser amada por meus pais, amei quand...