"Jogo pro alto os meus próprios desapegos
Me apego a ti sem mais me preocupar"
(Raul Viana Novasco, Mê. 2010)
Duas mãos que se tocam, um brilho nos olhos, sorriso nos lábio, amor... De onde vem o amor?
Quando dois corpos se tocam, uma magia escorre entre os dedos, afagando o rosto do outro, e um calor ali se faz presente.
Amor, tão grande amor que nem o menor dos mortais é capaz de suportar, nem o mais puro dos homem haveria de rejeitar e que (garanto) poucos sabem aproveitar.
Nem mais raro, nem maior existe se não o que se sente, quando faz o dos outros minguar tanto e só o nosso imperar. Desejo, paixão, ardor, um frio que chega da alma ao corpo e entra pelos olhos e por eles mesmo sai.
Uma vida que se encharca num instante de pura intensidade e se esvai e se enche da outra, uma outra vida colada e tão densamente unida a primeira, que parecem uma só.
Amor esse, o mesmo que há pouco descubro. Não que não houvesse amado antes, pois amei ao ser amada por meus pais, amei quando soube que teria um irmão, ao nascer do meu filho, amei e até perdi as contas das vezes, porque amar é o que há de melhor, amar a todos e sem porquê. Mas um amor que por muito cansei de buscar, mas não o deixei, tão pouco desisti...
Amor maior e mais raro que existe, e não digo porque me gabo do que sinto, mas porque me doo e sei que recebo tudo de volta. É algo que dói, machuca, me maltrata, mas que é a melhor dor que sinto, por ele choro, mas sem deixar de sorrir (e gargalhar), é dele minha maior satisfação.
E sem saber como descrever, afinal todo poeta já fez isso, e penso eu nada chegar nem perto de relatar exatamente tudo, resumo minhas sensações e emoções ao dizer que não faz sentido traduzir o que se basta sentir!
"...não faz sentido traduzir o que se basta sentir!"
ResponderExcluirPerfeito.
Ótima postagem.