Seria como vir a chorar, tapar os olhos pra não ver o sol nascer... Teria que acalmar em mim tanta dor, pra não ter que te dizer o que não devo dizer.
Não é confusão! Não é estar confusa, é temer a certeza e o doce prazer de uma decisão que me leva a crer que isso é o que quero fazer, mesmo morrendo aos soluços de um choro calado que me põe a embalar até que eu consiga dormir.
Por que "tancices" me vem à cabeça? Por que eu não vejo só o que deveria ver? Por que quero estar certa de que a certeza que tenho, é a única que deveria ter?
Apesar da confusão aos seus olhos, em minha mente é tudo claro e certo, mas não vou te falar como vejo, como sinto, como desejo e preciso... Pode parecer infantilidade e falta de segurança da minha parte, pré-julgar tudo dessa maneira, me dói e corrói a alma ter duvida do que deveria ser inteira.
Não penses mal de mim, nem me tome por carrasca ou carcereira, mas amor assim nunca tive (as vezes penso duas vezes se deveria ter), que me corta os laços com o que acho certo e queria pra mim, mas que sem ele nada faz sentido, principalmente se me leva ao jardim.
Rimas tolas tocam qualquer coração, o ciume corrompe a razão. O temor diante do novo é apavorante, mas de que mais real se tem se nada liberar adrenalina?
Minha alma está no papel ao qual te escrevo; na caneta sobre a sua cama; nas lembranças de uma memória que sem fim nem virtudes de uns dias que se esvaem me tornando quem sou...
Não penso só em ti, penso em mim e no menininho, penso num amor que (sonho eu) durará a vida toda, embora uns digam que sim e outros roguem pelo não... Mas de que adianta enfim, viver se nada se busca?
Não vou olhar pra traz, deixar o que conquistei, jamais voltarei naquilo que te prometi, embora a tentação dos invejosos me fisgue o estômago a por-me medo, frio, torturando meu ego.
Nada do que disseram me abala, não mais que o medo de te ver partir, mas pior que te deixar ir é te ver indo em outros laços (Deus queira que isso nem venha a calhar)...
Pensando num mundo de sonhos, dos quais tu e eu somos donos, durmo agora em paz. Medo, esse ainda tenho. Mas confio, me entrego! Ciume me mata, mas antes, eu carrego em mim tua alma!!!
Tantos dias, tantos nós a se fazer. Não lá no leito, nem no estreito-longo jeito de a gente ser e se ter, mas no meu peito, que com a sua ausência física faz esmiuçar a maior luz que eu já vi brilhar, que já FIZ brilhar... Mas te acalmes, não preocupes em vão essa cabecinha que eu tanto amo... Nem tudo o que é friável, tem como fim a inexistência, o esquecimento... Os caminhos se tornam apertados sem ti, a escuridão é cada dia maior sem teus olhos me guiando sim, mas o sentimento... Ah, o sentimento.... Aquele que só tu e eu fomos capazes de sentir! Esse jamais há de findar, porque meu corpo é teu e nossas almas uma só, lembra? "[...] Talvez esse seja a maior prova e mistério do amor, compreender que não há separação dos verdadeiros amantes, independentemente das condições físicas, de tempo ou distâncias, de vida ou morte.[..]" McGowan, Kathleen (2010, p.43)
De mim, tens mais do que a alma.
ResponderExcluirTens meu respeito, minha admiração, minha amizade e meu amor.
Entendo e não me encomodo com teu choro que aparenta não ter motivo certo, e muito menos te privaria do teu silêncio e das tuas introspecções.
Somos assim. Precisamos só da gente as vezes, não há dúvidas.
Sei que pouco posso falar, já que quando tu mais precisas não estou presente pra de dar o ombro o minha camisa pra enxugar tuas lágrimas, mas sofro por isso.
Ser impotente nesse aspecto me apavora.
Mas o que fazer além de detestar tal situação?
Me ponho a tua disposição. Não como gostaria que fosse, mas sempre dentro das minhas limitações.
Tais limites ainda tenho, infelizmente, mas meu amor por ti, esse, de tão grande, já perco de vista.
E é dele que peço que te lembres quando for chorar no banheiro escondida.
Tô aqui.
Por ti e pra ti.